Charles W. Morgan regressa a New Bedford, Ma.

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    O Charles W. Morgan é o último de uma frota baleeira norte-americana que somava mais de 2.700 embarcações. Construído e lançado ao mar em 1841, o Morgan é agora o mais antigo navio comercial da América ainda à tona – só o Constitution USS é o mais antigo.

    Ao longo de uma carreira baleeira de 80 anos, o Morgan embarcou em 37 viagens entre 1841 e 1921, a maioria com a duração de três anos ou mais. Construído para durabilidade, e não a velocidade, op navio percorreu todos os cantos do globo à procura de baleias. É conhecido por “navio de sorte”, tendo navegado com sucesso no gelo do Ártico, entre canibais famintos, inúmeras tempestades, terminando a sua carreira baleeira, após o furacão de 1938.

    O Morgan foi lançado ao mar no dia 21 de Julho de 1841 a partir do estaleiro de Jetro e Zacarias Hillman em New Bedford, Massachusetts. Normalmente navegava com uma tripulação de cerca de 35 marinheiros de todo o mundo. O baleeiro mede 113 pés, com um raio de 27 pés 6 polegadas de profundidade. Totalmente equipado, é capaz de transportar cerca de 13 mil metros quadrados de vela.

    O Morgan terminou a sua aventura baleeira em 1921, e foi preservado pela Baleeira Enshrined, Inc. cuja propriedade era do coronel Edward HR Green em Round Hill em South Dartmouth, Massachusetts, até 1941. Em Novembro do mesmo ano, o Morgan foi para o Mystic Seaport onde, desde então, dominou a beira-mar no cais da Chubb.

    O baleeiro foi designado um marco histórico nacional, por ordem do Secretário do Interior, em 1966.

    Desde sua chegada ao Mystic Seaport já foi visitado por mais de 20 milhões de pessoas e conta agora uma parte importante da história dos Estados Unidos e as lições que a história para as gerações actuais, da qual fizeram parte muitos portugueses.

    Durante a sua primeira viagem (1841-1845), o navio deixou o porto com uma equipa relativamente homogénea. pelo menos 14 marinheiros seguiram o comandante do porto de Martha´s Vineyard.

    Vários nomes que constam na sua tripulação mostram a diversidade étnica que era jácomum a bordo de navios baleeiros da época. Nesta viagem podemos identificar Thomas Kanaka da Polinésia (Kanana é a palavra havaiana para homem ou pessoa).

    A primeira identificação afrio-americana a bordo do Morgan sob o comando de Nelson Cole Haley na terceira viagem (1849-1853) foi de Benjamin Olney, 23, de Newport, Rhode Island.

    Posteriormente, a presença afro-americana a bordo do navio foi substituída por índios da África Ocidental e por afro-portugueses das ilhas de Cabo Verde como Joe e Tom Ascensão

    Após o Morgan ter começado a operar fora de San Francisco em 1887, as suas equipas reflectiram as ilhas do Pacífico. O primeiro marinheiro japonês a servir a bordo foi N. Matsutara, que referiu em 1890 um número específico de japoneses a bordo do Morgan.

    Depois vieram os europeus da Suécia, Noruega, Inglaterra, Irlanda, Escócia, Bélgica, Alemanha, Áustria e Portugal.

    De Portugal há a assinalar vários das ilhas dos Açores e também do continente. Do Pico e das Flores como está assialado e até da Madeira, Lisboa e Aveiro.

    Gonsalves, Santos, Ávila Baptista, Delgado, Gomes, Nunes, Pereira, Ramos Resendes, são apenas alguns dos sobrenomes registados como elementos da tripulação de um total de mais de 700 homens que serviram no Morgan desde o seu lançamento ao mar.

    O Morgan custou cerca de 27 mil dólares e realizou 38 viagens, Na primeira consegiuncapturar 57 baleias com uma trupulação de 37 homens.