“Vamos trabalhar com a população e combater o crime no bairro”

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    Arthur

    O Luso-Americano entrevistou o sub-chefe Arthur Jorge, jovem de 37 anos natural de Newark filho de portugueses da área de Trás-os-Montes, e que recentemente foi promovido à chefia policial nos Bairros Sul e Leste.

    O sub-chefe Arthur Jorge entrou para os quadros policiais há 16 anos e fruto do seu trabalho foi em dois meses promovido pelo Mayor Quintana ao cargo de sub-chefe, um dos cargos mais elevados da hierarquia policial da cidade e tendo investido na sua educação, tem uma licenciatura e mestrado em Segurança Pública.

    Afável e com prestígio no corpo policial, o sub-chefe Arthur Jorge começou por referir as diferenças entre os dois bairros que lidera. “No bairro Sul lidamos com um crime mais violento e estamos a trabalhar com outras entidades nomeadamente a policia do estado de modo a combater esse crime, estamos com mais visibilidade nas ruas, temos mais mobilidade e isso é fundamental para resolver muitas situações,” refere.

    Sobre o Bairro Leste refere que “aqui vivemos uma realidade diferente, o crime está mais relacionado com assaltos, muitas vezes resultantes do facto deste bairro ter uma forte componente comercial, por isso estamos determinados a aumentar a visibilidade policial nas ruas e a partir de 1 de Junho iremos ter policias que vão andar na área da Ferry das 8 da manhã às 11 da noite e iremos também aumentar o policiamento nas áreas limítrofes. Por outro lado, estamos a reestruturar o departamento e a colocar mais policias nas ruas, os agentes que antes tinham trabalhos de secretaria estão agora no terreno e isso permite-nos mais visibilidade. À noite, temos em vez dos 4 carros cerca de 6 e essa visibilidade está já a ter resultados. Nas últimas semanas prendemos cerca de 8 pessoas que foram responsáveis por uma série de assaltos na área do Ironbound, essas pessoas são na maioria jovens, mas temos que fazer sempre mais com menos, actualmente temos cerca de 110 policias na esquadra, um número manifestamente reduzido, mas sabemos que a administração está a trabalhar arduamente para aumentar o número de efectivos”.

    Para fazer face a esse défice, o subchefe referiu que “a colaboração entre a policia e a comunidade é fundamental, uma das coisas que notamos foi mais à vontade dos residentes para connosco, temos na liderança desta esquadra oficiais competentes, preocupados com a comunidade e queremos que a confiança entre os residentes e os agentes seja a máxima, só assim podemos atingir resultados,” afirma convicto de que será possível atenuar o crime no Bairro.

    “Nas últimas semanas tenho sentido esse apoio, tenho sentido mais colaboração e só assim podemos combater o crime, para isso é fundamental que os residentes confiem no nosso trabalho. Os residentes devem compreender o nosso sistema de prioridades pois um assalto com arma tem que ser tratado imediatamente e é prioridade sobre por exemplo um veículo mal estacionado”.

    Para terminar o jovem sub-chefe referiu: “Temos que atacar o crime com inteligência, temos que ser mais espertos do que os criminosos, mas para isso precisamos de uma perfeita sintonia com os residentes, nestas duas semanas sentimos que trabalhamos bem, os níveis de crime desceram 22% mas sabemos que muito dos crimes, porventura não são referenciados. Os residentes têm que saber que a nossa prioridade é a segurança e o bem estar dos residentes, não perguntamos por estado imigratório. Só assim com uma clara conexão entre residentes e corpo policial podemos atingir resultados”.