Universidade das Nações Unidas vai instalar pólo na Universidade do Minho em Guimarães

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    Universidade do Minho, Guimaraes

    O Estado português e a Universidade das Nações Unidas assinaram na passada sexta-feira dois acordos para a instalação na Universidade do Minho de uma “unidade operacional” na área da governação electrónica, um projecto que contribuirá para “valorizar a administração pública”.

    “Tenho a certeza que este projecto irá contribuir para reforçar ainda mais, por um lado, a capacidade de inovação, de conhecimento e de internacionalização da Universidade do Minho e, ao mesmo tempo, contribuir também para valorizar a nossa administração pública”, afirmou o ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, no final da assinatura dos acordos.

    Segundo uma nota distribuída pelo gabinete do primeiro-ministro, o objectivo da Unidade, que funcionará no pólo de Guimarães da Universidade do Minho, será o apoio ao sistema das Nações Unidas e aos estados membros da organização “na transformação dos mecanismos de governação através de aplicações estratégicas de tecnologias de informação e comunicação, para contribuir para o desenvolvimento social económico inclusivo, para a sustentabilidade ambiental, para a paz e segurança”.

    Sublinhando que se trata de uma “óptima oportunidade para Portugal”, Poiares Maduro notou que a criação do novo pólo da Universidade das Nações Unidas contribui para o reforço da “massa crítica” portuguesa e do conhecimento numa área fundamental da administração pública.

    Além disso, acrescentou, representa uma oportunidade para reforçar a internacionalização do sistema universitário português e da administração pública.

    “É um projecto que pode também ter um papel muito importante em termos de potencial e da capacidade da nossa administração pública, conhecer e ao mesmo tempo também promover e divulgar melhores práticas em termos de modernização da administração e, sobretudo, da governação electrónica do Estado”, frisou.

    O reitor da Universidade das Nações Unidas, David Malone, adiantou ainda que o programa que vai ser desenvolvido em Portugal começou em Macau.

    “É muito bom que parte do trabalho desenvolvido em Macau venha agora para Portugal, é o regresso a casa”, referiu.