Reunião comunitária debateu problemática do crime no Ironbound

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Na passada quarta –feira, decorreu mais uma reunião mensal da Down Neck Crime Watch Association, que teve lugar na Igreja de Mount Carmel, na cidade de Newark. O tema central foi a problemática do crime que assola a cidade, e neste particular caso o bairro do Ironbound. Nesta reunião estiveram presentes altos responsáveis do departamento policial, como o Deputy Police Director Hector Corchado, a chefe de Policia Sheilah Coley, o capitão da 3ª esquadra Richard Perez, a presidente do Conselho Municipal Mildred Crump e os vereadores Augusto Amador e Ras Baraka. O capitão da 3ª esquadra abriu a reunião referenciando que os valores totais do crime no Ironbound diminuíram, ao mesmo tempo que disse que a 3ª esquadra engloba também outras áreas da cidade, sendo mesmo a esquadra que cobre mais superfície terrena. No entanto foi reconhecido que muito do crime não é denunciado devido à situação legal de muitos residentes. Depois de vários responsáveis terem referenciado a necessidade de uma maior colaboração entre os residentes e a policia, de modo a fazer face à notória falta de pessoal no departamento, vários residentes insurgiram-se sobre situações que colocam em risco essa colaboração, nomeadamente a nível de comunicação. Segundo os residentes, existem falhas gravíssimas no modo como o departamento de comunicação recebe os casos apresentados pelos residentes. Por outro lado, os residentes referiram a necessidade de contratar polícias residentes na cidade. Luís Correia, um dos activistas da comunidade, referiu depois a estrutura do departamento policial onde existem praticamente mais graduados do que membros no terreno. Sheilah Coley, por seu turno, afirmou “estar em curso uma reestruturação que levará mais detectives para as ruas, ao mesmo tempo que membros do departamento de comunicações irão também realizar acções de patrulha”. Hector Corchado, Deputy Police Director referiu a “diferente realidade actual quando comparada com a realidade de 1996, altura em que através de programas de apoio chegaram a Newark cerca de 400 policias. Glória Tortorello, uma das residentes presentes na reunião, sugeriu “contratar alguém que possa angariar fundos estatais e que seja pago em regime de comissão”. A ideia foi bem recebida pelos presentes. Augusto Amador referiu-se aos presentes e apelou “para uma colaboração dos residentes através da formação de Block Watchs” ao mesmo tempo que sugeriu que “as pessoas que se encontram em situação ilegal devem denunciar o crime pois Newark é uma das poucas cidades-santuário nos Estados Unidos, onde um polícia não pode perguntar pelo estado legal da pessoa que apresenta queixa”. Ras Baraka referiu ter apresentado uma proposta no conselho municipal para que os novos polícias sejam obrigados a residir na cidade durante 5 anos. “Se vêm ganhar dinheiro a Newark devem gastá-lo em Newark”, referiu. O descontentamento é generalizado. Os residentes entendem a falta de recursos humanos mas apontaram o dedo também à falta de profissionalismo de alguns dos membros do corpo policial, facto que torna a situação ainda mais difícil.