Republicanos podem discutir princípios da reforma imigratória de 29 a 31 de Janeiro

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Boehner e o número dois da hierarquia republicana, Eric Cantor, mencionam a reforma imigratória na sua lista de prioridades para o corrente ano de 2014. John Boehner disse esta semana que está disposto a apresentar os princípios da reforma imigratória sem avançar com datas, “mas será mais depressa do que pensam,” disse.

Os republicanos têm prevista uma reunião de hoje, dia 29 até à próxima sexta-feira, dia 31 nu hotel em Cambridge, Maryland, ainda que não seja definitivo que o líder republicano apresente a sua lista de princípios durante esta reunião. Segundo Bob Goodlatte, presidente do Comité Judicial da Câmara dos Representantes, o esforço republicano prevê uma reforma “fatiada” ou num esquema de “passo a passo”, tal como já se previa, completamente diferente do projeto democrático liderado pelo Presidente Barack Obama. Os republicanos recusaram-se a considerar a versão aprovada em Junho do ano passado pelo Senado, a qual inclui um caminho para a cidadania para cerca de 11 milhões de indocumentados que actualmente residem e trabalham nos Estados Unidos. Pelo contrário, os republicanos tencionam aprovar uma reforma lenta, composta por cinco projectos, produzidos por comissões bi-partidas sem necessidade de a apresentar no Congresso, pelo menos para já, ainda que nenhum deles considere que a reforma aponte um caminho para a cidadania.

Existe, no horizonte republicano um crescente número de legisladores que têm insistido na necessidade de o Partido retomar a questão da reforma imigratória, apesar da objecção dos políticos ligados ao chamado “Tea Party”. Os Estados Unidos terão eleições legislativas este ano e vários comícios com vista às Presidenciais de 2016. O Senador do Texas, John Cornyn disse esta semana que “a minha teoria é que podemos ganhar em 2014 sem resolver a questão da imigração, mas não o ganharemos em 2016 sem resolver o assunto,” disse. Entre os cenários contemplados pelos republicanos, constam vários debates nacionais no final da Primavera após as eleições Primárias conservadoras, para dar uma maior margem política aos legisladores.