Português residente em Miami apanhado pela marinha americana com 716 quilos de cocaína

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    O navio pirata de nome Robocho, com bandeira são-tomense, foi apreendido pela Marinha dos Estados Unidos de América no passado dia 7 de Setembro, nas águas internacionais perto do Panamá.

    A embarcação transportava 716 quilos de cocaína devidamente escondidos. O cidadão português Carlos Maria Rebocho Mendonça, deverá estar ligado ao navio pirata envolvido em tráfico de droga, informou ao Téla Nón fonte da equipa de investigação em curso.

    Segundo a fonte do Téla Nón o cidadão português em causa, esteve em São Tomé em 1999. Contactou as autoridades são-tomenses, para ser representante do país no estrangeiro com competência de emitir certificados e bandeira nacional às embarcações que solicitem tal procedimento.

    A suspeita sobre Carlos Maria Rebocho Mendonça, torna-se mais forte, quando segundo os registos, no ano 2005 a marinha dos Estados Unidos de América apreendeu um navio com o registo RYRS-223 com bandeira são-tomense, contendo drogas, e que fazia a travessia do atlântico sul próximo da América Latina.

    Os dados recolhidos pelo Téla Nón, provam que nos últimos 5 anos, o cidadão português retomou contactos com as autoridades são-tomenses solicitando a possibilidade de atribuir bandeira nacional a uma embarcação.

    Outro elemento de força que sustenta a suspeita das autoridades nacionais, tem a ver com o facto do documento apreendido pela marinha dos Estados Unidos de América no passado dia 7 na posse da tripulação do navio Robocho, ter como subscritor enquanto “Deputy Register” Carlos de Mendonca. O leitor povo Consultar o documento –Doc2

    A equipa de investigação acredita que tenha sido por erro ou tipo de teclado utilizado, que o apelido Mendonça, não tem o Ç.

    Segundo dados recolhidos pelo Téla Nón o cidadão português suspeito de emitir certificados de registo com nome de São Tomé e Príncipe para navios estrangeiros, tinha residência em Miami-Flórida / Estados Unidos de América.

    O Téla Nón apurou também que o suspeito foi oficial da marinha portuguesa.