Peter Francisco morreu há 184 anos

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    Peter francisco

    (Pedro) Francisco nasceu por volta de 1760 – possivelmente nos Açores. Possivelmente sequestrado da sua terra natal e trazido para os Estados Unidos. No dia 23 de Junho de 1765 foi encontradoa chorar nas docas de City Point, na Virgínia. Quando se acalmou o suficiente para falar, percebeu-se que não falava o inglês e sim uma língua parecida com o castelhano. Embora nada possuísse que o identificasse, as suas roupas eram de boa qualidade e, na fivela do cinto, liam-se as iniciais “P.F.”.

    Eventualmente foi capaz de contar a sua história: afirmou que “estava num local lindo com palmeiras, a brincar com a sua pequena irmã, quando dois homens de grande porte apanharam ambos. A irmã conseguiu libertar-se dos captores mas o menino não, e foi levado para um navio que acabou por conduzí-lo a City Point.

    Sobre as suas origens, o investigador John E. Manahan identificou que, nos registos de nascimentos da ilha Terceira, nos Açores, existe um Pedro Francisco nascido em Porto Judeu, a 9 de Julho de 1760. A criança foi acolhida pelo juiz Anthony Winston, de Buckingham County na Virgínia, um tio de Patrick Henry.

    Em 1775 Patrick Henry fez o discurso que Peter Francisco ouviu. Um discurso célebre por Henry ter usad a frase: “Dá-me a liberdade ou dá-me a morte”.

    A partir daí peter Francisco tornou-se num defensor da independência e lutou enquanto pôde contra o jugo inglês.

    Em 1776, Peter entrou para a 10º milícia da Virgínia. Foi-lhe dada uma espada de grandes dimensões, pelo General George Washington.

    Peter foi ferido na batalha de Brandywine, estava em Valley Forge quando combatia os ingleses ao lado de Washington e Lafayette. Foi ferido novamente em 1778 na Batalha de Monmouth e em seguida, na grande batalha de Cowpens. Em Cowpens fez parte das tropas de tenente-coronel William Washington. Na batalha de Stony Point, Peter foi de novo ferido por uma baioneta britânica. Diz-se que nas batalhas em que participou matou pelo menos 11 homens.

    Na batalha de Camden (16 de Agosto de 1780, terá realizado um dos seus randes feitos, quando, após os colonos se terem retirado diante dos britânicos, deixando no terreno uma imensa peça de artilharia com aproximadamente 1000 libras, afirma-se que Francisco a colocou às costas e a terá transportado para que não caísse nas mãos do inimigo. Em homenagem a esse feito, os correios dos Estados Unidos emitiram em 1974 um selo comemorativo.

    No fim da guerra, em 1783, Peter regressou à sua casa de Buckingham, Virginia.

    Neste período foi apelidado de “o homem mais forte da América”, enquanto as crianças aprendiam sobre a sua forças e bravura nas escolas primárias do novo país.

    Ao longo de sua vida, casou três vezes (Susannah Anderson, Catherine Fauntleroy Brooke e Mary Beverly Grymes Oeste) – as duas primeiras esposas morreram e teve vários filhos. James Anderson Francisco, e Polly Francisco (1ª esposa) Susan Brooke Francisco, Benjamin M. Francisco, Pedro Francisco, II, e Catherine Fauntleroy Francisco (com a segunda esposa).

    Eventualmente tornou-se num homem abastado, sendo nomeado escrivão da Câmara de Representantes da Virgínia, mantendo-se uma figura lendária até à sua morte. Foi sepultado com honras militares no Cemitério Shockoe Hill em Richmond, na Virgínia.

    A 18 de Janeiro de 1831, o periódico “Richmond Enquirer”, anunciou a sua morte: “Exmo. Sr. Peter Francisco, funcionário da Câmara de Representantes e soldado da Guerra da Revolução Americana, enaltecido pela sua coragem intrépida e pelos seus feitos brilhantes.”

    Uma capa de uma edição de 2006 da “Military History” levantou uma questão de retórica que sugeria que Peter Francisco poderia ter sido o maior soldado da história americana. A seu respeito, Joseph Gustaitis, na American History Magazine, referiu:

    “Um Hércules de 6 pés e meio de altura que empunhava um sabre de seis pés de comprimento, Peter Francisco foi provavelmente o soldado mais extraordinário da Guerra da Revolução Americana”.