Paulo Bento lamenta ‘azar’ com calendário de Portugal para Europeu 2016

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    Paulo Bento

    O seleccionador português de futebol lamentou “o azar tremendo” de ter de disputar os particulares com a França no primeiro jogo de jornadas duplas de qualificação para o Europeu de 2016, ao contrário dos principais adversários.
    Paulo Bento criticou também o conceito da “semana do futebol”, criado pela UEFA para a fase de apuramento para o Campeonato da Europa que se vai realizar em França, porque retira tempo de recuperação às equipas e foi feito sem consultar os seleccionadores nacionais.
    “Tendo em conta que foi feito por computador, tivemos um azar tremendo, não posso pensar noutra coisa”, observou o treinador nacional, assinalando que a Dinamarca e a Sérvia, os dois maiores rivais na luta pelo apuramento no Grupo I de qualificação, não tiveram idêntico “azar”.
    O agrupamento de Portugal, que integra também a Arménia e a Albânia, é o único composto por cinco equipas e por via disso vai receber a anfitriã França para a realização de encontros particulares, sem impacto na classificação.
    “A Dinamarca faz um dos jogos com a França já quando acabou a sua fase de qualificação. Não tivemos muita sorte, à parte de que também somos os únicos que jogamos uma jornada dupla com os concorrentes directos [Sérvia e Dinamarca]”, lamentou, na conferência de imprensa em que anunciou os convocados para o particular com os Camarões.
    Paulo Bento, que voltou a rejeitar que o grupo de Portugal possa ser considerado acessível, mesmo considerando que se apuraram os dois primeiros classificados e, eventualmente, o terceiro, questionou também o novo conceito da semana do futebol.
    A UEFA alterou o calendário, a fim de permitir a realização de jogos entre quinta-feira e a terça-feira seguinte, em casos de jornada dupla, com oito a 10 partidas por dia e as selecções a jogarem alternadamente à quinta-feira e domingo, sexta-feira e segunda-feira ou sábado e terça-feira.
    “Convinha chamar os seleccionadores e treinadores para essas conversas para não decidirem alguns que nunca deram um pontapé na bola”, criticou Paulo Bento, explicando que, apesar de poder ser uma experiência agradável para o público, retira 24 horas de recuperação às selecções, obrigando-as a “um grau de exigência tremendo”.