Padre pára-quedista cumpriu a sua missão de militar e alinhou em missões de risco

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O Capelão César Fernandes num serviço religioso na Bósnia

É normal as unidades das Forças Armadas terem um Padre Capelão nas suas fileiras para a realização dos serviços sociais e religiosos. Mas não é muito normal que esse mesmo Capelão enverede pela carreira militar como qualquer outro colega de armas, e muito menos quando toca às tropas pára-quedistas. O Padre da Igreja de Nossa Senhora da Gafanha da Encarnação, César Fernandes, mais conhecido por Padre pára-quedista, é uma das raras excepções e contou-nos a sua história quando recentemente esteve entre nós na festa de angariação de fundos para a sua paróquia.

O Padre César começou por frequentar a Academia Militar, e terminado o respectivo curso foi colocado na base das tropas pára-quedistas, em Tancos, com o posto de aspirante.

A princípio tudo bem na sua rotina calma de quem tem apenas por missão manter as tropas motivadas espiritualmente, mas o fascínio dos pára-quedas e saltar dos aviões levou-o a tomar outro rumo: Inscrever-se no próximo curso de pára-quedismo e seguir a carreira militar, a par da sua função religiosa.

A princípio os meus colegas olhavam para mim meio desconfiados e sem acreditarem como é que um padre iria ter coragem para saltar do avião”, conta o Padre César. Mas a força de vontade era cada vez maior, e no dia da estreia dissiparam-se as dúvidas.

Apesar de termos treinado e aprendido todas as normas, a sensação do primeiro salto foi uma experiência inexplicável”, refere o Padre César.

Mais pormenores na edição impressa 2/7/14