Obama poderá assinar ordem executiva antes do Dia de Acção de Graças

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    O presidente Obama poderá revelar um plano de 10 pontos que irá reformar parcialmente a política de imigração através de uma acção executiva – incluindo a suspensão das deportações para milhões – já esta semana, segundo fonte próxima à Casa Branca, citada pela FOX News.

    A fonte disse que o plano pode ser anunciado já na próxima sexta-feira, dia 21 de Novembro, embora a data possa ser ligeiramente alterada em função de revisões pendentes a serem poderadas pela Casa Branca.

    Obama foi informado do andamento do projecto antes de se ausentar para a sua viagem à Ásia-Pacífico.

    Josh Earnest secretário de imprensa da Casa Branca disse aos jornalistas que viajam com Obama na Birmânia que o presidente não tinha tomado uma decisão final sobre qualquer acção executiva em matéria de imigração e não anunciaria nada, até ao regresso a Washington.

    Sabe-se entretanto que o plano contém 10 iniciativas que abrangem todas as áreas, desde um aumento da segurança nas fronteiras ao melhorarento da remuneração dos funcionários da imigração.

    Contudo o ponto mais controverso diz respeito a milhões de indocumentados que podem obter uma amnistia ou indulto, com base no que é conhecido por “acção diferida”.

    O plano prevê a expansão da acção diferida para os imigrantes ilegais que vieram para os Estados Unidos quando eram crianças – mas também para os pais de cidadãos americanos e residentes permanentes legais.

    Esta acção poderá permitir que mais de 4,5 milhões de adultos imigrantes ilegais com filhos nascidos nos Estados Unidos possam ficar, de acordo com estimativas.

    Críticos no Senado dizem que aqueles que recebem a acção diferida, de acordo com o Serviço de Cidadania e Imigração, recebem autorização de trabalho nos Estados Unidos, com os números de Segurança Social e IDs a ser emitidos pelo governo.

    Outra aspecto que pode causar fricção acentuada com os republicanos é um plano para expandir a acção diferida para os jovens. Em Junho de 2012, Obama criou um programa para os imigrantes ilegais que vieram para os Estados Unidos quando eram crianças, entrando antes de Junho de 2007 e que tinham menos de 31 anos de idade antes de Junho de 2012. A mudança irá expandir a cobertura a qualquer pessoa que entrou antes dos 16 anos de idade, Cerca de 300 mil podem beneficiar desta alínea.

    Um dos arquitectos para acções executivas planeadas pelo Presidente na DHS é Esther Olavarria, ex-advogada de imigração, figura de tôpo da administração do falecido senador Ted Kennedy.

    De acordo com as mudanças, os agentes da Imigração e Alfândega também veriam um aumento de salário, a fim de “aumentar o moral” na força de trabalho do ICE.

    O DHS também está a planejar “promover” o novo processo de naturalização, oferecendo um desconto de 50 por cento aos primeiros 10.000 candidatos a inscreverem-se com excepção dos que têm níveis de rendimento superiores a 200 por cento do nível de pobreza.

    Empregos na área das tecnologias, pode ser outro meio para oferecer a naturaização a cerca de 500 mil imigrantes, Esta lei pode incluir os cônjuges.

    As outras medidas incluem fórmulas de detectar e deportação de criminosos graves e fechar de vez o programa conhecido por “Comunidades Seguras” e iniciar um novo programa.

    Num recente artigo de opinião no Politico, o senador Jeff Sessions, R-Ala., disse que o Congresso iria impedir Obama de agir com uma ordem executiva. “O Congresso tem o poder da desbloquear fundos. O presidente não pode gastar um cêntimo a menos que o Congresso aprove”, disse Sessions.