Obama ameaça com Ordem Executiva

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    President Barack Obama gestures while speaking in San Jose, Calif. , Friday, June 7, 2013. The president defended his government's secret surveillance, saying Congress has repeatedly authorized the collection of America's phone records and U.S. internet use. (AP Photo/Evan Vucci)

    O Presidente norte-americano Barack Obama disse na terça-feira que as desejadas reformas do sistema de imigração estão “ao alcance” da América e que é chegada a hora de o país tratar da questão, noticiou a AFP.

    Num discurso proferido em Las Vegas, Barack Obama apresentou os seus princípios sobre o tema que divide as opiniões dos norte-americanos, sublinhando que a iniciativa é necessária “para fortalecer a economia e o futuro do país”.

    O discurso de Barack Obama aconteceu um dia depois de um grupo bipartário, composto por senadores republicados e democratas, ter apresentado um conjunto de directrizes para a legislação sobre a imigração.

    “A boa notícia é que, pela primeira vez em muitos anos, tanto republicanos como democratas parecem estar prontos para lidar com o problema juntos”, frisou Obama.

    O Presidente norte-americano disse que a reforma do sistema deve incluir o fortalecimento da segurança fronteiriça; uma via para a eventual legalização e cidadania dos indocumentados; sanções para as empresas que os contratem com conhecimento prévio da sua situação de ilegalidade; um sistema para verificar o estatuto migratório dos empregados; e melhorias no sistema de vistos para que os Estados Unidos continuem a atrair talento estrangeiro.

    O plano abria caminho para a legalização e obtenção de cidadania de cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais e permitiria aos estudantes estrangeiros premiados permanecerem nos Estados Unidos após a conclusão dos seus estudos, contribuindo para impulsionar a economia.

    Um dos maiores problemas da administração americana tem a ver com o fluxo de crianças desacompanhadas que têm entrado nos Estados Unidos através do Texas, provenientes da América Central e Latina, com a ajuda de engajadores. Centenas de crianças têm passado a fronteira vindas das Honduras, Guatemala e El Salvador o que torna a sua deportação bastante mais difícil, sobretudo em relação às que entram ilegalmente no país vindas do México para onde a deportação é bastante mais simples.

    As patrulhas fronteiriças apreenderam mais de 52 mil crianças que viajaram sozinhas durante o ano de 2014.

    Movimentos activistas pró-imigração dos Estados Unidos afirmam-se frustrados com a falta de acção do Presidente quanto á questão imigratória.