NOVA IORQUE | Jovem luso-americana destaca-se a jogar golfe no condado de Nassau

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    Por influência do pai, “e para estar perto dele”, Gabriela Pontes joga golfe desde os 6 anos de idade. O desporto é parte importante da sua vida, mas a adolescente luso-americana sonha mesmo é com a carreira de enfermagem. “Não sei ainda se quero jogar a nível profissional, mas tudo é possível”, afirma Gabriela, em entrevista ao jornal LUSO-AMERICANO.

    Entretanto, vai coleccionando prémios e bolsas de estudo. No colégio privado onde estuda, o Holy Trinity, em Hicksville, NY, obteve já o ‘Freshmen Year Coach’s Award’, o ’Sophomore Year Most Valuable Player (MVP)’, o ‘Junior Year MVP’ e o ‘Women In Athletics Award’. Com este último, Gabriela Pontes levou para casa uma bolsa de estudos no valor de 4.500 dólares.

    A luso-americana nasceu em Long Island, NY há 17 anos, filha de Joe e Cristina Pontes. O pai é natural de Angola mas filho de portugueses do Porto e Vidago e a mãe viu a luz do sol pela primeira vez em Vidago, na província de Trás-os-Montes. (A jovem tem uma irmã menor, Kaitlin).

    Com apenas 17 anos, o handicap (número de tacadas acima do par do campo que o jogador faz normalmente) de Gabriela Pontes ronda os 30 num campo de golfe com 9 buracos (ou cerca de 80, num de 18). Gabriela está muito satisfeita com a excelência do seu jogo e acredita que o golfe se está a tornar cada vez mais acessível às mulheres – “muito embora a nossa sociedade portuguesa, por exemplo, gire muito à volta do futebol.”

    A jovem, que admira o jogador de golfe Rickie Fowler, pratica todos os sábados e domingos no Eisenhower Park em Long Island; paralelamente, assume já as funções de instrutora no The First Tee of Nassau County, um centro desportivo onde as crianças aprendem a jogar golfe.

    Gabriela Pontes tem ainda tempo para a sua outra grande paixão: o voluntariado. É que, para além do tempo que dedica ao já citado The First Tee of Nassau County, ensina religião no Holy Family Religious Education Center e faz trabalho voluntário no Winthrop University Hospital – e anda pertence ao Rancho Folclórico ‘Juventude e Sonhos de Portugal’, do Mineola Portuguese Center.

    Quando lhe indagamos sobre o que significa carregar as raízes portuguesas no seu código genético, os olhos de Gabriela Pontes brilham e esboça-se um sorriso no seu rosto. “Adoro ser luso-americana, é um dos aspectos que mais gosto em mim”, diz. “Ir a Portugal é tão gratificante… é um sentimento tão profundo que nem consigo traduzir em palavras.”