NEWARK, NJ: Casa do Minho reviveu tradições da Páscoa

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    As tradições da Páscoa foram revividas na Casa do Minho no passado domingo.

    Cerca de duzentas pessoas marcaram presença e solenemente receberam a Cruz do Senhor no ritual da visita pascal.

    O padre António Ferreira, da Igreja Nossa Senhora de Fátima de Newark, NJ, associou-se ao evento e a colectividade minhota abriu as suas portas para receber o Senhor, numa iniciativa que permitiu a muitos voltarem no tempo e lembrarem momentos únicos tão característicos das aldeias, vilas e mesmo cidades portuguesas onde a visita pascal foi e ainda continua a ser um dos mais apreciados momentos da religião católica.

    Fernando Alves, presidente da colectividade, referiu ao Luso-Americano, “revivemos hoje na Casa do Minho um dos grandes momentos do catolicismo. A visita pascal é para muitos dos imigrantes que formam a nossa comunidade uma das tradições que mais recordações nos trás, por isso hoje viveu-se um dia especial. Quando decidimos organizar a visita pascal sabíamos que iria ser um sucesso, pois durante anos falámos nessa possibilidade. Felizmente hoje cumprimos esse sonho e estamos muito contentes por isso. Quero agradecer a toda a equipa da Casa do Minho, ao Padre António Ferreira e a todos os que com a sua presença tornaram este evento ainda mais especial”.

    No rosto de cada um dos presentes era notória a satisfação do momento vivido, o que tornou a celebração da Páscoa ainda mais especial. Depois os arranjos ao pormenor, o folar, a laranja e a moeda, os foguetes, o sacristão e a cruz , os pequenos ajudantes e o sacerdote foram o complemento para uma festa excelente que teve também o condão de mostrar aos mais jovens, uma das mais marcantes e sublimes tradições da Igreja católica no Portugal que muitos veneram.

    Depois do beijar da cruz, a excelência gastronómica e a maneira única de receber das gentes do Minho fizeram o resto, numa festa que por certo perdurará na memória de todos aqueles que nela participaram e que como referiu Fernando Alves, “deve continuar a realizar-se pois revive uma das mais belas tradições da nossa Igreja e da nossa cultura”.