Grover´s Mills a pequena vila que assustou a América em 1938

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    Crovers Mills

    West Windsor Township não é longe de Newark. Cerca de 50 milhas a sul na estrada 95. Da saída de East Windsor até à secção Grover’s Mills de East Windsor são meia dúzia de milhas.

    Entrar na secção de Grover’s Mills é como entrar noutro mundo. No mesmo mundo que Orsan Welles fez esta semana 76 anos, imortalizou a “Guerra dos Mundos.”

    Ns árvores, edifícios e outras estruturas comercais e residenciais. Há tampas de caixotes do lixo a imitar os arrepiantes discos voadores que deram nome à cidade.

    No centro da cidade, dei comigo a mergulhar e vista num dinner com a configuração de uma nave espacial. Se viajarmos no tempo, recordamos o dia 30 de Outubro de 1938.

    Eram 8 horas da noite quando a rádio CBS começou a emitar varios boletins que davam conta da invasão da Terra por discos voadores vindos de Marte. O autor era Orson Welles que nunca imaginou o pânico que a sua novela dramática iria causar na população americana na época.

    Homens com armaduras de aço deslocavam-se impulsionados por jactos de ar e iam destruindo tudo à sua passagem. Um enorme monstro de metal disparava raios de fogo sobre os bomebiros na Pulaski Skyway em Newark. Nova Iorque viva momentos de terror com a invasão dos marcianos, tudo devidamente relatado na rádio. Parecia real e não houve espaço aberto a anúncios para ser ainda mais real. Mais de metade desta novela foi composta de boletins informativos descritos com emoção pelos repórteres que acompanhavam a invasão.

    A criação desta simulação foi realizada pelo grupo de teatro Mercury Theater de West Windsor. E falar na radio de locais como Newark, Plainfield, Watchung e de outros locais de New Jersey deu a esta novela um realismo indescritivel. Milhares de pessoas fizeram as malas e à pressa meteram-se nos seus carros em busca de local seguro. O pânico instalou-se no país. A emissão era nacional e a América vergava-se com medo dos marcianos.

    Milhões seguiram assutados os primeiros minutos da invasão numa histeria como nunca acontecera numa América moderna e virada aos primeiros acordes da música Pop e dos grandes.carros descapotáveis.

    Os jornais aproveitaram para considerar a rádio como “irresponsável”. Ainda a lembrar a grande recessão, os jornais vivam tempos difíceis. A rádio impunha a sua força e ganhava audiências.

    Em 1954, Ben Gross, editor do New York Daily News publicou as suas memórias e lembra as ruas desertas de Manhattan desde o início da novela até que a mesma terminou.

    Grovers Mills merece uma visita e ao mesmo tempo uma homenagem a Orson Welles.