Funeral de Mário Coluna na sexta com honras de Estado

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O funeral do antigo futebolista Mário Coluna realiza-se amanhã, sexta-feira, no Cemitério da Lhanguene, em Maputo, com a presença do Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, após um velório Conselho Municipal, anunciou hoje o Governo moçambicano.
Segundo o programa das exéquias fúnebres, lido à imprensa pelo vice-ministro da Juventude e Desportos de Moçambique, Carlos de Sousa, o velório de Mário Coluna vai começar às 10h00 horas locais, terminando às 12h00, seguindo depois o cortejo fúnebre para o Cemitério da Lhanguene.
Naquele local, situado à entrada da capital moçambicana, o funeral vai iniciar-se às 13h00 horas, com a leitura de mensagens fúnebres por partes de representantes dos clubes que Mário Coluna representou durante a sua carreira de jogador, treinador e seleccionador.
Nas cerimónias fúnebres de Mário Coluna, que morreu na terça-feira, em Maputo, vítima de infecção pulmonar grave, vão estar o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, e o vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol Humberto Coelho.
Além de Luís Filipe Vieira, vão estar também no funeral do antigo “capitão” do clube os campeões europeus António Simões, Fernando Cruz, José Augusto e Mário João.
O antigo internacional português tinha 78 anos e estava internado desde domingo no Instituto do Coração, na capital moçambicana.
Nascido em Inhaca, Moçambique, a 6 de Agosto de 1935, Coluna conquistou a Taça dos Campeões Europeus em 1961 e 1962 – com um golo em cada final -, foi campeão nacional 10 vezes e conquistou a Taça de Portugal em sete ocasiões ao serviço do Benfica, clube que representou entre 1954 e 1970, fazendo 525 jogos oficiais.
Com a camisola da selecção portuguesa, efectuou 57 jogos e marcou oito golos, envergando a braçadeira de capitão quando Portugal foi terceiro classificado no Mundial de 1966, em Inglaterra, que ainda hoje continua a ser a melhor classificação lusa em campeonatos do Mundo.
Em Moçambique, no início da carreira, alinhou pelo Desportivo de Lourenço Marques, tendo encerrado o percurso como jogador no Estrela de Portalegre (1971/72), depois de uma época no Olympique de Lyon, em França.