FC Porto apresentou queixa contra o Sporting por coacção sobre os árbitros

1627

FC Porto

O FC Porto apresentou hoje na Comissão de Instrução e Inquéritos (CII) da Liga de Clubes a participação disciplinar contra o Sporting e o seu presidente por tentativa de coacção sobre a arbitragem de futebol, segundo comunicado do clube.

Conforme a nota, disponível na página oficial dos “dragões” na internet, a SAD portista entregou a documentação hoje de manhã na CII da Liga, alegando “visível e notória violência moral para constranger a actuação dos árbitros e outros agentes desportivos”.

“A administração do FC Porto – Futebol, SAD aguardará tranquilamente o desenrolar do processo, sem quaisquer tipo de comentários, recusando alinhar ou pactuar com a inaceitável coação que tem sido exercida sobre as equipas de arbitragem e órgãos jurisdicionais por parte do Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD”, concluiu o comunicado.

No passado dia 18, após a derrota em Alvalade, por 1-0, o FC Porto anunciou a intenção hoje materializada, argumentando com um artigo do Regulamento Disciplinar sobre coação, que prevê a derrota dos “leões” caso se provem os factos reclamados.

A SAD portista justificou esta posição, na altura, com “a campanha de condicionamento da arbitragem, com o anúncio da interposição de acções judiciais aos árbitros desta época e da anterior, extensível aos membros dos órgãos jurisdicionais do Conselho de Disciplina e do Conselho de Justiça”.

A isto, queixam-se os portistas, o Sporting “juntou a ameaça de acções com pedidos indemnizatórios contra os árbitros dos jogos futuros, como era o caso do Sporting-FC Porto”, o que consideraram “uma intolerável violência moral com a intenção de constranger os agentes desportivos, resultado do presente no artigo 66 do Regulamento Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional”.

A participação disciplinar dos “dragões” pretende ser lida sob o efeito do artigo que aborda casos de coação de clubes ou seus dirigentes sobre agentes desportivos, quer na forma física ou moral.

O ponto 3 do artigo 66, e conforme o sentido do comunicado do FC Porto, refere: “Os factos referidos nos números 1 e 2 [este especificamente sobre os árbitros], quando na forma de tentativa, serão punidos com sanção de derrota e, acessoriamente, com a sanção de multa de montante a fixar”.

A queixa contra o presidente Bruno de Carvalho entronca no ponto 4, o qual considera que “os clubes são considerados responsáveis, nos termos dos números anteriores, pelos factos cometidos, directa ou indirectamente, por qualquer dos seus dirigentes ou representantes”.

Também em comunicado, o Sporting reagiu no dia seguinte, considerando os propósitos portistas “despropositados e infundados”.