ESTADOS UNIDOS | Joaquim de Almeida na projecção da comédia ‘A Gaiola Dourada’ no MoMA

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    Os actores portugueses Joaquim de Almeida e Rita Blanco e o realizador luso-francês Rúben Alves estiveram sexta-feira na estreia nova-iorquina do filme ‘A Gaiola Dourada’, que decorreu no ‘Celeste Bartos Theatre’ do MoMA (Mu-seum of Modern Art), em Manhattan. A projecção da comédia, que se transformou no filme nacional com maior número de espectadores em Portugal, esteve sob responsabilidade do Arte Institute de Nova Iorque – que se fez representar pela sua fundadora e directora-executiva, Ana Ventura Miranda.

    As três figuras ligadas à película, que versa a temática da emigração portuguesa em França, estiveram no MoMA antes da exibição do filme e não apenas deram autógrafos às dezenas de pessoas presentes como se deixaram fotografar com admiradores.

    O jovem cineasta trouxe consigo os pais, Francisco e Maria de Fátima Alves – emigrantes em França, respectivamente, de Guima-rães (Minho) e Valpaços (Trás-os-Montes) – tal como a irmã e outros familiares.

    A anteceder a matiné, e já dentro da sala de cinema, Ana Ventura Miranda apresentou Joaquim de Almei-da, Rúben Alves e Rita Blanco, que proferiram algumas palavras; o realizador franco-português reconheceu que nunca fizera parte dos seus planos a estreia da primeira película de carreira numa instituição do peso e importância do MoMA, numa cidade pela qual confessou ter fascínio.

    Joaquim de Almeida e Rita Blanco sublinharam a qualidade do cinema português e apelaram à valorização do trabalho artístico nacional.

    Em declarações ao jornal LUSO-AMERICANO, Blanco, que também se popularizou na série ‘Conta-me como Foi’ – transmitida pela RTP Internacional, diz ter-se sentido “honrada” pela estreia da comédia no MoMA, onde “quase nunca passa cinema português. E a sala estava cheia… Espero que os portugueses nunca desistam uns dos outros, nunca.”

    A actriz lisboeta, que interpreta a ‘Maria Ribeiro’ no longa de Rúben Alves, deixa este apelo aos emigrantes nos EUA: “Que os portugueses lutem por aquilo que é deles. Ou seja, a cultura portuguesa morre se nós não quisermos que ela se mantenha viva. E somos nós, somos os portugueses, são as pessoas, que a podem manter viva. E é fundamental ganharmos uma coisa que às vezes parece que nos esquecemos: a curiosidade pelas nossas próprias coisas. Parece que gostamos de tudo que é dos outros e às vezes esquecemos que temos alguns dos maiores poetas de sempre – não há outros Camões e Fernandos Pessoas no mundo, e Amálias… E tanto talento vivo, como o Manoel de Oliveira. Estou-me a esquecer de milhões, muitos artistas que trabalham pela cultura, para manter a nossa portugalidade.”

    Entre a assistência no ‘Celeste Bartos Theatre’, esteve um numeroso grupo de alunos luso-americanos da Escola ‘Lusitânia’ do Clube Português de Long Branch, NJ, acompanhado pela professora Raquel Martins e pelo presidente da direcção daquela colectividade.