ELIZABETH, NJ | Nomeação de Fajardo para o ‘Board of Education’ contestada em tribunal

    1145

    Fajardo

    Está a decorrer no Supremo Tribunal uma acusação contra um membro do “Board of Education” da cidade de Elizabeth que terá sido nomeado para o mesmo de forma ilegal, pelo que os seus votos desde então não devem ter efeito.

    Rafael Fajardo, ex-presidente e ex-membro do “Board” desde longa data, e um dos três candidatos derrotados nas eleições de Novembro, foi nomeado para preencher a vaga deixada em aberto pelo então presidente Tony Monteiro que repentinamente deixou o cargo, e a sua posição como membro na passada semana.

    O processo, aberto por uma residente da cidade de Elizabeth, e professora aposentada das Escolas Públicas desta cidade, Patricia Gallante, alega que Fajardo foi nomeado para o lugar de Tony Monteiro durante uma reunião especial como parte de um “cínico plano ilegal” com “bases maquiavélicas”, permitindo-lhe ficar no “Board” apesar de ter perdido a eleição.

    A reunião foi realizada na terça-feira da semana passada, um dia antes da reunião de reorganização do “Board”. Com sete membros presentes, Fajardo foi eleito por 4 votos contra 2.

    “Isto é inadmissível”, argumenta Gallante. “A reunião foi realizada sem a devida informação requerida pela lei que regulamenta as Reuniões Públicas, e que exige cinco votos – a maioria do “Board” – para preencher a vaga.

    Fajardo terá dito na reunião que estava ciente da contestação, que suscitava questões técnicas em torno da sua nomeação.

    Rafael Fajardo participou na reunião de reorganização do “Board” na penúltima quarta-feira, em que a nova maioria tentou instituir uma reforma abrangente da representação legal com várias resoluções relativas a quem poderia servir como membro. O resultado da votação foi 4/4, o advogado do “Board”, Marvin Lehman, citou um conflito de interesses e instruíu o secretário Harold Kennedy a não contar o voto do membro Jose Rodriguez. Kennedy também é réu nesta acção, onde se argumenta que Fajardo não pode ocupar legalmente qualquer posição no “Board”, na qual se pede também a validade do voto de José Rodriguez, com o argumento de que a presidência do Sindicato de Professores não constitui um conflito de interesses que o impeça de votar, como disse Lehman.

    Em comunicado enviado ao tribunal, Rodriguez chamou a esse parecer “frívolo” e “auto-serviço”, e resposta à tentativa de dissolução do departamento jurídico.

    “Discordei, e continuo a discordar veementemente, que Fajardo e os seus aliados continuem a contrariar a vontade popular expressa na eleição de Novembro de 2014”, escreveu Rodriguez.

    O “Board” reunião na quarta-feira, o que não deu tempo para que os resultados tenham sido incluídos nesta edição.