ELIZABETH, NJ | Do ‘entra e sai’ no Board of Education à ‘traição’ da presidente

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    Amin

    Dar a melhor educação aos estudantes das escolas públicas de Elizabeth é a questão mais propagada para atraír o voto nas campanhas para os cargos na Comissão Escolar. Mas muitas vezes quando os objectivos são alcançados e outros valores falam mais alto, poucos se preocupam com os maus exemplos.

    Na reunião de 6 de Janeiro, a anteceder a reestruturação do Board of Education, o presidente do mesmo, Tony Monteiro, demitiu-se do cargo, assim como de membro, e foi chamado para preencher o lugar Rafael Fajardo, que perdeu as eleições.

    E foi com esta nova constituição, com a vice-presidente a dirigir os trabalhos, que se chegou à reunião no dia 7 para dar posse aos membros eleitos e reestruturar o respectivo Board.

    Pela força do voto nas eleições de Novembro a maioria dos membros passou para a facção do ‘Mayor’ Bollwage, e foram eleitos o presidente e vice-presidente, José Rodriguez e Ana Maria Amin, respectivamente, afectos à referida facção, com os seus apoiantes na assistência a levantarem o tom dos protestos sempre que surgiam tentativas presumivelmente ilegais de inverter a situação.

    Na reunião de 14 de Janeiro, com muita surpresa Tony Monteiro apresentou-se no seu lugar, e Rafael Fajardo sentado junto à assistência.

    E para maior surpresa, a presidente Ana Maria Amin abandonou todos os seus apoiantes e juntou-se à ala contrária, voltando a maioria para o lado oposto.

    Por todas as supostas irregularidades o assunto foi parar a tribunal onde na sexta-feira já foram ouvidos os depoimentos, estando a ser aguardada a decisão final.

    Entretanto a “traição” de Ana Maria Amin continua a dar que falar, sendo a sua justificação a suposta oferta de um emprego bem remunerado.

    Refira-se que a sua candidatura foi apoiada por figuras gradas do partido democrata, conforme pode ver-se na foto publicada pelo Luso-Americano, e outros órgãos de informação, nomeadamente o Senador Lesniak, que lhe deu posse, os “Mayors” de Elizabeth e Roselle, deputados, vereadores e outras figuras gradas.

    A comunidade portuguesa também tem razões para se sentir traída uma vez que contribuiu para a sua vitória, sem esquecer a festa de angariação de fundos que decorreu no PISC onde participaram mais de seis centenas de apoiantes. Recorde-se, ainda, que Ana Maria Amin concorreu na lista de Maria Carvalho, saindo ambas vitoriosas.

    No ar anda agora uma dúvida, e muitos dos que a apoiaram interrogam-se: Teria a actual presidente do Board aproveitado estes factores que à partida lhe facilitavam a vitória, para depois mudar deliberadamente de intenções