Destroços do avião malásio com 162 passageiros a bordo já foram localizados

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    Cerca de 30 embarcações e 15 aeronaves foram mobilizadas para a operação de resgate. Air Asia já emitiu comunicado a confirmar origem dos destroços e a lamentar o acidente.

    Os destroços detetados hoje no Mar de Java durante buscas aéreas pertencem ao avião da AirAsia, que desapareceu no domingo, com 162 pessoas a bordo, disse o diretor geral da aviação civil da Indonésia à agência AFP. “De momento, podemos confirmar que se trata do avião da AirAsia”, afirmou Djoko Murjatmodjo.

    “Com base na observação feita pelo pessoal de busca e resgate, foram encontrados itens significativos como uma porta de passageiros e uma de carga. Estão no mar, a 100 milhas (160 quilómetros) a sudoeste de Pangkalan Bun”, no centro de Kalimantan, na ilha do Bornéu, explicou o mesmo responsável.

    Além dos destroços, os corpos dos passageiros começam agora a ser avistados no Mar de Java. O primeiro corpo surgiu no campo de visão das equipas de busca às 13.25 locais, 6.25 em Lisboa. Os familiares dos passageiros do voo QZ 8501 abraçaram-se e começaram a chorar enquanto viam as imagens transmitidas pela televisão indonésia. A imprensa local adianta que cerca de 40 corpos já terão sido resgatados do mar. À AFP, o porta-voz da marinha indonésia, Manahan Simorangkir, confirmou que o navio de guerra Bung Tomo já resgatou duas dezenas de cadáveres e que o número continua à crescer, à medida que seguem as buscas. Segundo a Channel News Asia, os corpos das pessoas a bordo do Airbus 320-200 encontram-se no estreito de Karimata, que liga o Mar do sul da China ao Mar de Java, entre as ilhas de Samatra e Bornéu, na Indonésia. Após o resgate, os cadáveres deverão ser transportados para Surubaya, em Java. Os investigadores do Comité Nacional de Segurança nos Transportes da Indonésia deverão também deslocar-se para Pangkalan Bun, no Bornéu, para analisarem os destroços do avião. Nas operações de busca estão envolvidas 30 embarcações e 15 aeronaves.

    Tony Fernandes, o presidente da companhia aérea AirAsia, um malaio com ascendência portuguesa, já lamentou no Twitter os recentes desenvolvimentos, dizendo que o seu coração está “cheio de tristeza” por todas as famílias envolvidas no desastre do voo QZ 8501, endereçando as suas condolências em nome da AirAsia.