CM anunciou medidas a concretizar em 90 dias

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A Câmara de Vila Real anunciou um pacote de medidas para implementar em 90 dias, que incluem a criação da Via Verde para a Economia, descontos para casais desempregados e um fundo de apoio a alunos carenciadas. O novo executivo municipal, liderado pelo socialista Rui Santos, fez sextafeira passada uma conferência de imprensa para anunciar os principais projectos que quer implementar nos próximos três meses. Entre eles estão,  segundo destacou o presidente, a criação da Via Verde para a Economia, uma promessa eleitoral, que tem como objectivo atrair mais empresas e, em consequência, criar mais empregos no concelho. A ideia é simplificar os processos dentro da autarquia para facilitar a instalação das empresas, para o que será criado a figura de gestor de projecto, que fará um atendimento personalizado. Apesar de considerar um projecto importante para o município, Rui Santos disse ter “fundadas dúvidas de que possa ser realidade” a criação da Zona Empresarial do Norte (ZEN), cujas obras estavam inicialmente previstas para 2010. É que, segundo frisou, das 122 parcelas que seria necessárias, não foi adquirida nenhuma e o concurso para a construção da obra já está impugnado. Com um investimento previsto de 11 milhões de euros, o autarca salientou que “quer salvar o empreendimento”, pelo que vai tentar passar o projecto para o próximo quadro comunitário de apoio. No início de 2014, o novo executivo avança com outra promessa eleitoral, nomeadamente a requalificação do campo do Calvário, onde serão investidos cerca de 430 mil euros num relvado sintético ou bancadas. Ainda em Dezembro, mês do Natal, o município vai abrir uma Loja Social para apoio aos mais carenciados. No âmbito do apoio às famílias do concelho, Rui Santos anunciou ainda a criação de um regulamento para a isenção de taxas e consumos de água e saneamento a casais desempregados, bem como de um fundo de apoio aos alunos carenciados,  que será associado ao mérito escolar. O autarca referiu que chegam à câmara centenas de pedidos para habitação social, havendo neste momento poucas casas disponíveis. Por isso mesmo, salientou a elaboração de um regulamento para atribuição destas habitações para que seja beneficiado “quem realmente precisa”. Nos próximo meses, o município vai ainda avançar com a renovação do protocolo com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) para a gestão do parque florestal e a revisão dos planos municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios e de Emergência de Protecção Civil.