Cerca de 2 milhões de pessoas passaram por Viana em cinco dias de festa de N. Srª da Agonia

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    Cerca de 1,7 milhões de pessoas passaram por Viana do Castelo durante os cinco dias da Romaria d’ Agonia que terminou na madrugada de segunda-feira, dia 25, com fogo-de-artifício.

    O número foi avançado à agência Lusa por António Cruz, presidente da VianaFestas, entidade que organiza a romaria, no final da serenata e da cachoeira de fogo-de-artifício que caiu da velha ponte Eiffel, com o rio Lima como pano de fundo.

    “Este ano foi uma enchente. O número de 1,5 milhões de visitantes que se tem mantido nos últimos anos foi ultrapassado. Terão estado em Viana durante os cinco dias de festas cerca de 1,7 milhões de pessoas”, afirmou à Lusa o mesmo responsável.

    A sessão de fogo-de-artifício, da responsabilidade da empresa Pirotecnia Minhota, orçada em cerca de 50 mil euros, prolongou-se durante cerca de meia hora e à qual assistiram milhares de pessoas que se concentraram junto às margens do rio.

    António Cruz sublinhou que os números mais emblemáticos, como a procissão ao mar, os desfiles da mordomia e do “Vamos para a Festa” registaram, este ano, “verdadeiras enchentes” facto que traduz “a importância e projecção que festas já atingiram”.

    O cortejo histórico-etnográfico, no sábado, segundo António Cruz, também ultrapassou o número de forasteiros registado nas últimas edições, com cerca de 400 mil pessoas distribuídas pelas principais artérias da cidade.

    Ao longo de um percurso de 2.300 metros, que demorou mais de três horas a completar, desfilaram pelas ruas da cidade 33 carros alegóricos em 165 números diferentes, distribuídos pelas componentes histórica e etnográfica.

     

    Desde mordomas devidamente trajadas e carregadas de ouro a operários, lenhadores, ou até taberneiros, varinas e pescadores, este cortejo incluiu a encenação de vários episódios da vida e obra de Frei Bartolomeu dos Mártires por grupos de teatro locais.

    Na tribuna de honra, instalada na avenida principal da cidade, Joana Vasconcelos, este ano presidente da comissão de honra da romaria assistiu ao desfile de tradições e costumes que durou mais de três horas.

    “Não há palavras para descrever a felicidade que se sente nesta cidade e isso vale tudo. É incrível”, afirmou no final à Lusa a artista plástica.

    Garantiu que irá “regressar sempre” a Viana e adiantou que as festas, em termos artísticos “irão sempre influenciar a sua vida para o futuro”.