Caminha quer ajuda do Governo para pôr ‘ferry’ internacional a navegar até à Galiza

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    Ferry Boat.Caminha

    O presidente da Câmara de Caminha defendeu esta semana a “ajuda imediata” do Governo com vista ao retomar das ligações do ‘ferry’ internacional que liga aquela vila e La Guardia (Galiza), parado há nove meses.

    Em declarações à agência Lusa, o socialista Miguel Alves explicou que ia aproveitar a visita do ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, hoje, sexta-feira, ao concelho para lhe “pedir ajuda financeira do Governo ou através dos próximos fundos comunitários para o desassoreamento da foz do rio Coura”.

    Para o autarca, aquela intervenção “é imprescindível” e deverá avançar “de imediato” para resolver “o assoreamento perigoso na foz do rio Coura” e que obrigou à limpeza do cais de atracção do “ferryboat”, operação iniciada em Junho e sem prazo de conclusão.

    “Sabemos que o senhor ministro não tem a tutela destas áreas mas tem o pelouro do Desenvolvimento Regional e este é claramente um assunto dessa natureza já que Caminha é o único concelho do Vale do Minho que não tem uma ligação directa à Galiza”.

    O ‘ferryboat’, que começou a cruzar o rio Minho em 1995, parou em Abril para a renovação do certificado de navegabilidade e para a realização de obras no pontão flutuante e de extracção de areias junto ao cais, em Caminha.

    Desde então já foram retirados mais de 15 mil metros cúbicos de areia mas, segundo o autarca “o processo de assoreamento não para” escusando a apontar um prazo para a conclusão da operação orçada em cerca de 16.875 euros.

    “A dragagem continua mas lenta. Foi a solução possível para os cofres da Câmara porque a intervenção necessária custava mais de 200 mil euros, incomportável para os recursos do município”, sustentou.

    Miguel Alves vai aproveitar a deslocação do ministro ao concelho para o levar a ver “in loco” os trabalhos em curso no cais de atracação e para o “sensibilizar” para a resolução do problema.

    Miguel Alves sublinhou ainda o impacto negativo “importante” na economia local que “perdeu sem a porta de entrada de turistas e de visitantes do outro lado da Galiza”.