Benfica nos “oitavos” após três golos nos últimos 20 minutos

2027

Benfica vs Paok FC

O Benfica conseguiu hoje sem sobressaltos um lugar nos oitavos de final da Liga Europa em futebol, ao bater em casa o PAOK Salónica por 3-0, com três golos nos derradeiros 20 minutos, frente a 10.
Um artístico livre directo de Gaitan, aos 70 minutos, numa jogada que originou a expulsão do ex-benfiquista Katsouranis, um penálti de Lima, aos 78, e um toque subtil de Markovic, aos 79, “selaram” o triunfo do “onze” de Jorge Jesus.
No 250.º jogo da “era” Jesus, que somou o 175.º triunfo, os “encarnados” trouxeram nove novidades em relação ao último jogo da I Liga e acusaram alguma falta de ritmo, mas, com as entradas de Markovic e Lima, superiorizaram-se por completo.
Destaque, além dos três golos, para mais um “zero” na baliza: o Benfica não sofre golos em casa há 773 minutos (desde o 2-1 ao PSG, a 10 de Dezembro) e só concedeu um tento nos derradeiros 14 jogos – nenhum nos últimos seis.
Em relação ao encontro de segunda-feira com o Vitória de Guimarães (1-0), Jorge Jesus manteve apenas os defesas Luisão e Sílvio, num “onze”, com sete de Salónica, ao qual voltaram Salvio, pela primeira vez desde 31 de Agosto, Cardozo e Garay, “confirmando” a permanência até final da época.
Depois de um minuto de silêncio em memória do “monstro sagrado” Mário Coluna, o jogo começou “morno”, com o Benfica a assumir a posse de bola, mas apenas a incomodar os gregos aos 11 minutos, através de um remate às malhas laterais de Cardozo, depois de uma jogada entre Gaitan e Djuricic.
Na resposta, aos 14 minutos, Lucas, a única novidade no “onze” grego em relação à primeira mão, quase marcou, no que seria um grande “frango” de Artur, que não segurou um remate de longe e acabou por salvar, “in-extremis”, sobre a linha.
Mesmo com Cardozo, Salvio e Djuricic a denotarem falta de ritmo, o Benfica era, no entanto, sempre mais perigoso e, a espaços, foi criando oportunidades de golo.
O paraguaio esteve perto de marcar em três ocasiões (19, 33 e 43 minutos), Salvio em duas (21 e 39) e Gaitan também poderia ter facturado (27), enquanto, do outro lado, Artur não passou por mais nenhuma situação apertada.
A segunda parte começou, praticamente, com um remate forte de Ruben Amorim e, pouco depois, os gregos, com Stoch em vez de Oliseh, assustaram, num canto em que Katsouranis desviou ao primeiro poste e Maduro quase marcou ao segundo.
O Benfica estava, porém, muito lento e, aos 60 minutos, Jesus colocou em campo Markovic e Lima, nos lugares de Salvio e Cardozo. As melhorias não tardaram e seguiram-se, de “rajada”, ameaças de Garay, Djuricic e Luisão.
Aos 69 minutos, a eliminatória “acabou”: André Gomes isolou Lima, que foi carregado por Katsouranis no limite da área. O árbitro mostrou o vermelho ao ex-benfiquista, que saiu ovacionado, e, na transformação do livre directo, Gaitan fez “magia”, com um toque sublime por cima da barreira.
Com dois golos de vantagem na eliminatória e mais um jogador em campo, o Benfica passou a dominar o jogo por completo e, num ápice, marcou mas dois tentos.
Lima marcou de grande penalidade, aos 78 minutos, a castigar uma mão na área de Maduro, e, na jogada seguinte, um corte de Luisão isolou Markovic, que, com um toque subtil, colocou pela terceira vez a bola na baliza de Glykos.
O Benfica ainda poderia ter chegado ao quarto golo, nomeadamente num remate do também entrado Rodrigo, mas a eliminatória estava ganha: segue-se o Tottenham, a 13 de Março, em Londres, e a 20, na Luz.