Açores vão candidatar fajãs de São Jorge a reserva da biosfera da UNESCO

    1969

    Fajãs, S. Jorge

    O secretário regional da Agricultura e Ambiente dos Açores revelou que o executivo da região vai avançar junto da UNESCO com uma proposta de classificação das fajãs de São Jorge como reserva da biosfera.

    “O Governo dos Açores tomou uma decisão recentemente, que será debatida, em Setembro, na própria ilha de São Jorge, que é a inclusão das suas fajãs na rede da biosfera da UNESCO”, declarou Luís Neto Viveiros à agência Lusa, no final de uma audição na comissão parlamentar de Ambiente da Assembleia Legislativa Regional.

    Luís Neto Viveiros acentuou que o processo está a decorrer e que a candidatura será debatida a 25 de Setembro, no âmbito do encontro da rede mundial de reservas da biosfera, do qual a região será anfitriã.

    Existem 600 reservas da biosfera na rede da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), sendo que três das sete reservas que existem em Portugal localizam-se nos Açores (ilhas Graciosa, Flores e Corvo).

     

    O titular da pasta do Ambiente no Governo Regional referiu que após a apresentação da candidatura, segue-se o processo de avaliação das potencialidades das fajãs e do impacto que a sua eventual aprovação por parte da UNESCO pode ter nos Açores.

    As reservas da biosfera da UNESCO são escolhidas com base em parâmetros científicos que ultrapassam a mera protecção destes espaços, tais como o desenvolvimento de um modelo de gestão, sendo regulamentadas pelas legislações nacionais.

    O Paul do Boquilobo, no concelho da Golegã, foi a primeira Reserva da Biosfera (aprovada em 1981) classificada em Portugal, seguindo-se, em 2007, o Corvo e a Graciosa; em 2009, a ilha das Flores e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés (que junta o Parque Nacional da Peneda-Gerês e o Parque Natural da Baixa Limia, na Galiza, Espanha) e, em 2011, as Berlengas (Peniche) e Santana (Madeira).