Christie corta nas pensões

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    Christie

    Mais de uma dúzia de sindicatos representantes de polícias, bombeiros, professores e trabalhadores estatais avançaram para tribunal numa tentativa de evitarem que o Governador Christie corte cerca de 2.4 biliões de dólares no sistema público de pensões.

    Contudo, o governador já fez saber que, no caso de o tribunal aceitar as reivindicações dos sindicatos não há sítio para ir buscar o dinheiro que é preciso, para equilibrar as contas.

    “Não há plano B. Este é o plano,” disse Christie em Camden. “Tenho confiança que este plano irá ter o apoio necessário,” disse.

    Onze sindicatos uniram esforços a semana passada, entre as quais o sindicato dos professores e a Communications Workers of America, o maior sindicato do estado. Todos colocaram uma acção em tribunal alegando que o plano de Christie viola a Constituição e os contratos de centenas de milhar de trabalhadores do estado de New Jersey.

    Em 2011 os funcionários do estado começaram a pagar mais para as suas reformas e benefícios médicos, tendo sido prometido que o estado iria fortalecer ainda mais o sistema público de pensões. Os sindicatos dizem agora que Christie está a faltar à sua palavra, enquanto os trabalhadores continuam a pagar mais.

    Outros processos de outros sindicatos já entraram no tribunal, devendo o juiz combinar os casos e apresentar uma decisão no dia 25 de Junho, cinco dias antes da data limite de apresentação do orçamento.

    Christie anunciou o seu novo plano de pensões o mês passado, como emergência para resolver o problema de 2.7 biliões no orçamento que foi visível no passado mês de Abril. O governador disse na altura que preferiu cortar nas pensões do que aumentar as taxas prediais ou reduzir os orçamentos dos hospitais – e que o estado não tinha maneira de pagar os avultados benefícios a que t~em direito dos funcionários públicos.

    Os legisladores democratas têm insistido num aumento dos impostos aos mais ricos, mas tal só iria captar entre 600 e 800 milhões, considerado insuficiente pelo governador que diz que os orçamentos são anuais.