3,2 milhões de pessoas foram deportadas na última década na sua maioria por pequenas infracções

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    deportados

    Uma análise do “New York Times” publicada no final de semana mostra que ao contrário do afirmado pela administração Obama, que as deportações são em maioria de pessoas que cometeram crimes graves, dois terços dos quase dois milhões de casos de deportação envolvem pessoas que cometeram infracções menores, incluindo infracções de trânsito, ou sem nenhum antecedente criminal. Apenas 20% – ou 394 mil – dos casos envolveram pessoas condenadas por crimes graves, incluindo crimes relacionados com drogas, mostrou o estudo. As informações são do “New York Times”.

     

    Quem está a ser

    deportado

    Vários estudos sobre os registos do tribunal e relatos ao longo dos últimos anos têm levantado dúvidas sobre quem está a ser deportado pelas autoridades de imigração. A análise do “NY Times” baseou-se em dados do governo, cobrindo mais de 3,2 milhões de deportações em mais de 10 anos, obtidos sob o “Freedom of Information Act”, fornecendo um retrato mais detalhado das deportações realizadas durante a administração Obama.

    A demografia daqueles que estão actualmente a ser deportados não é tão diferente dos obrigados a sair do país ao longo dos anos. A maioria são mexicanos com idade inferior a 35 anos. Mas as circunstâncias mudaram.

    Os relatórios mostram que os maiores aumentos foram em deportações que envolvem imigrantes indocumentados cujo crime mais grave foi registado como uma infracção de trânsito, incluindo conduzir sob a influência de álcool ou drogas. Os casos mais do que quadruplicaram, passando de 43 mil, durante os últimos cinco anos de governo do presidente George W. Bush, para 193 mil durante os cinco anos em que Obama está no cargo. Nesse mesmo período, as reportações relacionadas a condenações por entrar ou reentrar no país ilegalmente triplicaram para mais de 188 mil.

     

    A promessa colide

    com a realidade

    As deportações começaram a subir acentuadamente nos últimos anos da administração Bush. Não tendo conseguido fazer a reforma imigratória, em parte por ineficiência no policiamento das fronteiras, a administração começou a apertar mais com os ilegais. Bush intensificou a visitas programadas a fábricas e grandes quintas agrícolas e concedeu à polícia local a autoridade para verificar o status imigratório de estrangeiros suspeitos de se encontrarem ilegalmente no país,

    As deportações alcançaram 383 mil em 2008.

     

    Sistema “mais

    inteligente”

    Assim como Bush, tanto Obama como sua primeira secretária do Departamento de Segurança Interna, Janet Napolitano, acreditaram que para ganhar uma reforma abrangente, precisavam demonstrar um compromisso para fazer cumprir as leis existentes. A administração Obama propôs manter os números de deportação, mas transformar a aplicação d